sexta-feira, 28 de agosto de 2009

AFM exige 1500 euros mensais ao Clube Sport Juventude de Gaula pelo uso do Centro de Formação de Futebol sito na Freguesia


Jornal Cidade

Club Sport
Juventude de Gaula
alvo de discriminação

A candidatura do PS à Câmara Municipal de Santa
Cruz denunciou ontem, em conferência de imprensa,
que o Club Sport Juventude de Gaula (CSJG) está a ser
discriminado. Em causa está o facto do referido clube
não ter verbas para suportar o aluguer da utilização do
Centro de Formação de Futebol do Funchal, sito na freguesia
de Gaula.
Segundo referiu Óscar Teixeira, cabeça de lista pelo PS
à Câmara Municipal de Santa Cruz, a 21 de Setembro de
2007, a Câmara Municipal assinou um protocolo que estipulava
o valor mensal de 1000 euros comparticipados
pelo Município em acordo bilateral entre este e a Associação
de Futebol da Madeira (AFM).
Porém, “a Câmara nada pagou e em Agosto de 2008, o
CSJG foi impedido de utilizar este complexo por falta de
pagamentos. Foi então renegociado o valor de 750 euros
mensais a dividir pelo Clube, Município e Junta de Freguesia.
Mas, após uma oportuna interrupção para obras,
a AFM exigiu o valor mensal de 1500 euros”, apontou o
candidato socialista. J.T

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A situação discriminatória do Club Sport Juventude de Gaula

Comunicação à Imprensa

O Club Sport Juventude de Gaula movimenta nas diversas camadas de formação do futebol mais de 200 jovens. Contudo, com este complexo desportivo próximo da sua sede, tem que andar com a casa às costas e deslocar-se ao complexo das Eiras em Santa Cruz, tendo os jovens que regressar após a meia-noite.
Desde 2001 que foi prometido pelo IDRAM ao Juventude de Gaula a utilização deste complexo desportivo a construir pela Associação de Futebol na freguesia.
As colectividades desportivas deste Concelho usufruem gratuitamente de instalações desportivas na sua freguesia, excepto Gaula. Excepto Gaula, porque viu defraudado o prometido acordo entre o IDRAM e, em especial, a Câmara com a AFM.
Porque acreditou na palavra do Presidente do GR, quando na inauguração da sede do Juventude de Gaula, em Abril de 2005, afirmou: “Não venham (…) dizer que vão fazer isto e aquilo, com o dinheiro do Governo. (…) Nos planos destes quatro anos, está aí a arrancar essa infra-estrutura desportiva, (…) o campo de futebol, onde, a exemplo do que se fez noutros campos ao nível de freguesia, se concebe as instalações para o clube encontrar aí um suporte logístico. (…) Anunciam coisas e ainda por cima têm a lata de dizer que não é para a freguesia. Bem, isso comigo não, nem pensar”.
Quatro meses depois, com toda a solenidade, é lançada a primeira pedra deste chamado Centro de Formação e Excelência de Futebol.
Em Fevereiro de 2007, é inaugurado o complexo de todos os sonhos, com os maiores elogios do Presidente do GR esquecido do que dissera 2 anos atrás.
Foram gastos 4 milhões de euros suportados numa dívida que será paga pelo GR durante 15 anos. A maior fatia desses custos foi para as instalações complementares que praticamente nunca foram usadas. Além disso, contam-se pelos dedos as vezes que a Associação utiliza anualmente o relvado sintético.
Mas parece que compete ao clube da terra suportar o pesadelo deste sonho.
Por exemplo, o IDRAM paga 17 mil euros anuais a cada clube (Camacha, Machico, União ou Portossantense) pela manutenção dos respectivos relvados naturais. O CD Ribeira Brava usa gratuitamente o Centro Desportivo da Madeira da SDPO suportado pelo IDRAM.
Em 21 de Setembro de 2007, a Câmara assina um protocolo que estipula na cláusula dois o valor mensal de 1000 euros comparticipados pelo Município em acordo bilateral a ser celebrado entre este e a AFM (*)
Mas a Câmara nada pagou e em Agosto de 2008, o Juventude foi impedido de utilizar este complexo por falta de pagamentos. Foi então renegociado o valor de 750 euros mensais a dividir pelo Clube, Município e Junta de Freguesia. Mas, após uma oportuna interrupção para obras, a AFM exige o valor mensal de 1500 euros.
E por fim pergunta-se: quem é que garantiu em 18 de Abril de 2005 que “Não venham (…) dizer que vão fazer isto e aquilo, com o dinheiro do Governo. (…) e ainda por cima têm a lata de dizer que não é para a freguesia. Bem, isso comigo não, nem pensar”.

Conferência de Imprensa em Gaula, 25 de Agosto de 2008

Gaula: uso do Complexo Desportivo pelo Club Sport Juventude de Gaula

Estiveram presentes na Conferência de Imprensa, além do candidato a Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Engenheiro Óscar Teixeira, o candidato a Presidente da Assembleia Municipal de Santa Cruz, Gil França, o candidado e anterior Presidente da Junta de Gaula, Nazário Coelho, o Deputado da República, Dr. Jacinto Serrão, e vários elementos das candidaturas do PS no Concelho de Santa Cruz, como Isabel Aguilar, Miguel Fonseca, Marco Nelson e José António Nunes.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

SOBRE O NEGÓCIO DO EDIFÍCIO PARTILHADO

(imagem obtida aqui)


Relativamente à recente aprovação pela Câmara do arrendamento do chamado “Edifício de Serviços Partilhados”, analisados os factos e os documentos, estamos em condições de afirmar peremptoriamente que se tratou de um claro negócio com vantagens desmesuradas a favor de um conhecido empresário da Camacha, afecto ao sistema, e com os consequentes danos gravosos para o erário municipal.
1.
Em primeiro lugar temos a venda pela Fundação Social Democrata, ou seja, o PSD vende em 2007 o terreno ao empresário, no mais completo silêncio e imobilismo deste executivo e Presidente de Câmara do PSD. Mas poucos meses depois já é lançada a grande ideia dos serviços partilhados no local.
Em Março, numa máscara de transparência de processos, é lançado o anúncio de Oferta Pública para arrendamento de um edifício para esse efeito. Mas as características exigidas para tal edifício são tais que apenas poderiam ser satisfeitas por um e um só concorrente, nomeadamente forçando a que tivesse área de construção superior a 7 mil metros quadrados acima do solo, capacidade de estacionamento superior a 350 lugares e que apenas distasse até 150 metros da Igreja Matriz de Santa Cruz.
Absolutamente confiante de que seria o único concorrente, o empresário através da sua empresa “Tijolo Branco”, apresentou uma proposta leonina de grandes lucros garantidos sem risco.

2.
Ao invés do “Tijolo Branco”, a Câmara ficou com o risco de um verdadeiro elefante branco, ao ter que assumir o papel de imobiliária para garantir uma renda anual de um milhão e meio de euros (10% das receitas correntes), actualizável todos os anos.
O programa de concurso não estipulou preços máximos, pelo que a única proposta teria de ser aceite sem qualquer negociação.
Também, não foi conhecido qualquer estudo nem mencionados os necessários parceiros publico-privados que pudessem garantir a total ocupação de 7600 m2 de serviços, sobretudo com os altos preços propostos. E quem garante que esses serviços se mantenham durante 30 anos, com as novas tecnologias que reduzem os espaços e as distâncias?
Em termos de comparação, note-se que estes 7600 m2 superam em 6 vezes a área de construção do actual Tribunal ou em 15 vezes a área de culto da Igreja Matriz.
Nesta falta de planeamento nem consta qualquer ideia funcional sobre o futuro do edifício do actual tribunal. Confrontado, o Sr. Presidente gaguejou que poderia ser qualquer coisa como, por exemplo, imagine-se, de uso turístico. Confessa, contudo, que precisará ainda de dois anos para inventar as necessidades para o seu uso.

3.
Todas as acções e omissões administrativas são demasiado claras para compreender os contornos deste negócio que no mínimo revela uma gestão danosa sobremaneira lesiva neste contexto de crise e de alto endividamento da Câmara.
Na verdade a proposta da empresa “Tijolo Branco” reveste-se de contornos quase escandalosos.
Assim, a proposta de 6,39 €/m2 não distingue áreas de serviços e de estacionamento. Significa que a renda de um estacionamento ficará por 200€ mensais, ou então, se admitirmos valores devidamente ponderados, teremos áreas de serviços acima do 10€/m2, actualizáveis anualmente.
De igual modo, na cláusula obrigatória de promessa de venda, a proposta define o valor do imóvel em 21 milhões e meio de euros, na base de 1090 €/m2 (novamente não distinguindo áreas de serviços e de estacionamento). Refira-se que o DRR 5/2009/M fixa o valor do metro quadrado padrão para efeitos da indústria da construção civil para o ano de 2009 em 696,25€.
Estamos portanto em presença de uma mais valia a favor do proponente de pelo menos 7 a 8 milhões de euros.
Mais ainda, nesta proposta de venda, o valor do imóvel é acrescido em cada ano pelos juros à taxa euribor mais 2%, ou seja, uma média de um milhão de euros ao ano.
Mais ainda, nesta proposta de venda, serão deduzidos todos os montantes pagos por IMI e outras taxas.
Por isso, afirmamos que, se, na oportunidade, a Câmara assumisse a preferência de compra, poderia agora lançar concurso público de construção em parceria publico-privada a quase metade dos custos e sem necessidade de recorrer ao crédito. E porque não serve aqui a Sociedade de Desenvolvimento?
Por isso também, denunciamos aqui publicamente as afirmações absurdas e falsas do Sr. Presidente, quer na Assembleia Municipal quer na imprensa, de que o imóvel será amortizado dentro de um prazo aproximado de 16 anos.
Na melhor das hipóteses, com euribor a 3%, a amortização far-se-á ao fim de 32 anos depois de terem sido pagos 55 M€, porque ao fim de 16 anos serão precisos mais 13 milhões a juntar aos 26 Milhões pagos.
É por estas e outras razões que o custo do consumo da água sofreu um aumento de 80%, que o IMI assume valores incomportáveis, que o Bairro Social do Salão e o cemitério do Caniço paralisaram há 3 anos, que no rankink nacional das dívidas a fornecedores esta Câmara vai no pelotão da frente com um prazo médio de pagamento de 307 dias.

Santa Cruz, 4 de Julho de 2009

O novo cemitério do Caniço sem fim à vista após 6 anos




Já há muitos anos que o actual cemitério do Caniço vem funcionando em precárias condições num espaço exíguo para uma freguesia em forte crescimento populacional. Por exemplo, o Caniço duplicou o número de eleitores desde 2000 para cá.
Por outro lado, a sua localização não tem permitido um espaço público junto à igreja mais amplo e condigno com uma cidade.
Por isso, foi tardiamente que a Câmara de Santa Cruz inscreveu a construção do novo cemitério no Plano de 2003, até porque há que esperar mais 7 após a desactivação do actual.
O actual cemitério com menos de 1800 m2 contrasta, por exemplo, com os 4000 m2 em Santa Cruz.
A sua capacidade ronda as 420 sepulturas sendo que só em 2008 foram ocupadas 80. Segundo consta, a situação actual é de ruptura eminente e será de prever que, a curto prazo, os funerais se transfiram para outra freguesia com impacto bastante gravoso a nível sentimental, religioso e cultural das suas populações.

Perante este cenário, assiste-se à passividade total desta Câmara com as obras da 1ª. fase do novo cemitério iniciadas há 6 longos anos e agora completamente paralisadas, tendo já sido gastos 1,3 milhões de euros.
Conforme se pode verificar o abandono da obra reduziu este espaço a um grande matagal com acácias e eucaliptos já de grande porte.
Mas, se não se vê o fim desta 1ª. fase, acresce que a 2ª. fase ainda não consta do Plano de 2009.

A paralisação desta obra eminentemente prioritária é um dos mais gritantes exemplos da gestão reumática desta Câmara, que, endividada após o esbanjar sem critério da anterior gestão, navega sem rumo de prioridades.

PS-Santa Cruz, 7 de Março de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Declaração à Imprensa do Engenheiro Óscar Teixeira na apresentação da Candidatura





Com esta candidatura, o PS-Santa Cruz garante a continuidade de um processo colectivo e organizado na luta democrática, com provas dadas ao longo de muitos anos, a favor das populações.
As pessoas passam mas as organizações ficam com o seu património ideológico.
Comigo e com todos os elementos das equipas agora candidatas, ficam assegurados os grandes e verdadeiros valores do socialismo democrático e de esquerda, baseado no desenvolvimento sustentado e solidário de e para todas as pessoas.
Este Concelho, sem gestão nem regras, não pode mais ser uma espécie de “far-west” para proveito de especulações e interesses de alguns poucos.
Há que planear e gerir este Concelho para que possa realmente ser vivido e amado pelas suas populações.
Por isso, o nosso lema é quase um grito de SOS: “SANTA CRUZ, UM CONCELHO PARA VIVER”

Palavras proferidas pelo Engenheiro Óscar Teixeira, candidato do PS a Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz